28 abril, 2010

O valor de um abraço..




Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
Muitos dizeres "eu te amo" foram convertidos em abraços.
Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
Assim, convido você a abraçar mais.

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.

Pense nisso! ABRAÇE MAIS!

Aprenda a se amar!


Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?

Queremos cuidar de todos, quando não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos. Porque quando não recebemos amor e atenção de nossos pais da forma que desejávamos quando crianças, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação.

Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor, e quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também, nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E quando não somos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade.

Assim, passamos a buscar amor sempre no outro, e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nós amar. Em alguns momentos perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança, por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas nunca é tarde para começar.

Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e alimento, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?

É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo? Muitas vezes isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas necessidades emocionais e com o tempo você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito, e porque até neste momento a imagem refletida é invertida. Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado, pois ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.

Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá ser realmente amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.

Faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você mais do que ninguém passará a valorizar e vibrar cada uma delas.

Não espere mais que o “outro” venha te salvar, venha te aprovar e reconhecer tudo de bom que faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém que seja muito especial e que o ame muito, do contrário, guarde tudo só para você.

Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz, pois só assim encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor... primeiro por você, depois contagie aqueles que ama.

05 abril, 2010

Faça uma pessoa feliz!

Quantas vezes você estava com alguém e sua cabeça não estava ali? E quantas vezes no momento em que não pôde sentir esta pessoa em seus braços, sentiu sua falta? Você já parou pra pensar no que machuca mais: fazer algo e desejar que não tivesse feito, ou não fazer e desejar que tivesse sido feito? Você já teve medo de começar um relacionamento? Medo de não ser a hora ou a pessoa certa? Seu coração não escolhe quem amar e faz por conta própria, quando você menos espera, ou mesmo quando você não quer. Quantas vezes você deixou passar momentos importantes que não voltam mais? Quantas vezes você quis esquecer uma história ou alguém, que permaneceu na sua cabeça por um tempo longo? Você já se sentiu sozinho mesmo cercado de um monte de pessoas? Ou já beijou alguém que fez a multidão sumir? Você já passou um dia sentindo muitas saudades do que viveu? Você já se achou bobo, ridículo, por insistir em algo que não valia a pena? Para essas perguntas existem muitas respostas. Mas o importante sobre elas não é a resposta em si, e sim o que sentimos em cada uma dessas situações. Todos já fizeram uma coisa quando o coração mandava fazer outra. Então a moral disso tudo é que você deve ir à luta! Antes que seja tarde! Bola pra frente! Não continue pensando nas suas fraquezas e erros. Daqui por diante, faça um acordo consigo mesmo e lute! Não abaixe a cabeça! Faça tudo que puder pra ser feliz hoje. Releve. Esqueça. Não deite com mágoas no coração. Não durma sem fazer ao menos uma pessoa feliz. E comece com você!

Quem eu quero mesmo.

Oque eu quero mesmo, é alguém que me tire da monotonia.. Quero alguém pra estar junto. Pra me roubar um beijo quando eu estiver falando demais, e pra correr atrás de mim quando chegar atrasado.. Quero alguém que ria das minhas piadas, e mais importante que isso, que me faça rir. Quero alguém que deixe uma mordida no meu queixo, e que me arrepie com o toque suave de suas mãos. Quero alguém que me segure pela nuca, e não pela bunda. Quero alguém que me pegue pela cintura e não me solte mais. Alguém que tire todo o meu fôlego, até não precisar mais. E depois me devolva com um novo beijo.. Quero alguém que fale diretamente no meu ouvido e que me arranque um pedaço do lábio.. Quero alguém que sinta prazer de estar comigo, o mesmo prazer que eu sentir.. Quero alguém que me consuma por inteira. Alguém que me tome, me possua, me deixe louca. Quero esquecer do mundo e viver o momento, viver a pessoa. Quero que o tempo pare enquanto estivermos juntos e que tudo em volta vire um ruido distante.. Quero que seja duradouro e intenso. Assim como eu. Intenso. Quero dar a cara a tapa. Ser tachada de louca e estranha por tal.. Eu vivo pra me sentir. Quero alguém que me provoque. Que me tire do sério, me tire do tédio, que vire meu mundo do avesso! Quero alguém, simplismente, que me faça sentir. Por menor que seja o toque, por mais curto que seja o beijo.. Quero sentir o prazer de ser desejada e a alegria de desejar.. Quero viver cada momento intensamente. Intensamente..


Créditos: Karen B.

29 março, 2010

Escolhas de uma vida

"Nós somos a soma das nossas decisões".Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser engenheiro.No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha: beber até cair ou virar vegetariano? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposta e não tê-los quando se está cansada. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações. Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua.

25 março, 2010


Ao finαl do diα, quαndo tudo terminα, tudo que α gente mαis quer é estαr perto de αlguém. Entαo essα coisα onde α gente mαntém distαncia e finge nαo se importαr com os outros é gerαlmente besteirαdα. Nós escolhemos αqueles que queremos permαnecer próximos e, umα vez que escolhemos tαis pessoαs, tendemos α mαnter contαto. Nαo importα o quαnto αs mαchuquemos, αs pessoαs que αindα estαo com você αo finαl do diα sαo αquelαs que vαle α penα mαnter.

E, clαro, αs vezes próximo pode ser próximo demαis. Mαs, αs vezes, αquelα invαsão de espαço pessoαl pode ser exαtαmente αquilo que você precisα...

18 março, 2010

Hoje eu diria qualquer coisa..

Se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes (...) (Caio Fernando Abreu)

Porque não aparece alguém assim?

Há certas horas em que não precisamos de um amor, não precisamos da paixão desmedida, que não queremos só beijo na boca. Há certas horas que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer. Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir, alguém que dá risada de nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo, que nos teça elogios, e que, apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável, que nos mande calar a boca ou que evite um gesto impensado.
Alguém que nos possa dizer: "Acho que você está errado, mas estou do seu lado."
Ou alguém que apenas diga: "Sou seu amor, e estou aqui."

Dear Diary

Acho que toda garota, já teve muitos diários, principalmente na adolescência, a época de paixonites rápidas, de amores platônicos, de amizades pra sempre - tá, eu ainda acredito no 'pra sempre', mas como não admito isso freqüentemente uso o por 'muito e muito tempo'.
Lendo aquelas palavras antigas, aquelas histórias passadas, um tempo vivido que se perdeu, eu percebi o quanto eu fui ingênua, o quanto fui boba, o quanto eu era boazinha, (aquelas boazinhas até demais, sabe?) o quanto eu confiava e acreditava no que as pessoas falavam, o quanto eu me iludia com promessas fáceis, o quanto eu errei, o quanto eu chorei, e o quanto eu cresci. A cada diário diferente eu percebi as mudanças que aconteceu, mudanças dos sentimentos, do jeito de pensar e até mesmo de levar a vida. Eu ri muito também, a gente lê cada coisa, e se pergunta: "Meu Deus, eu realmente fiz isso?", são tantos absurdos...
Mas apesar de tudo isso, eu não mudaria nada. Nada mesmo! Eu não me envergonho do meu passado e nem dos meus delírios românticos, bobos e ridículos. Eu não tentaria concertar nenhum erro cometido, não mudaria nenhuma frase que saiu da minha boca, nenhuma decisão, e nenhuma atitude. Se eu as mudasse, talvez eu não tivesse crescido, talvez eu não soubesse tudo o que eu sei, talvez eu não fosse como eu sou hoje.
E, sinceramente? Eu tenho um grande orgulho de ter quebrado a cara, de ter caído, mas levantado, de ser quem eu sou e no que eu me tornei. Ainda sou muito boba, chorona e impulsiva, ainda tenho muito que aprender, eu tenho o resto de uma vida ainda. Um dia eu vou ler este texto e me questionar porque eu o escrevi. Talvez eu até ria um pouco. A gente muda tanto. A nossa vida dá tantas voltas. E o que restará? São as memórias, e as palavras escritas, que serão lidas e relidas. E você vai dizer: “Meu Deus, como eu vivi, como eu cresci! Obrigada por permitir que tudo isso me acontecesse!”

13 março, 2010

Nesses ultimos anos eu aprendi com Da Vinci, que "tudo começa na mente", com Platão que "o passo mais importante é o primeiro", com minha mãe que "quem muito abaixa, acaba mostrando os fundos",com Nietzsche que "aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.", com Raul Seixas que "eu sou uma metamorfose ambulante", com Falcão que "família não precisa ter conta sanguínea, é preciso ter sempre um pouco mais de sintonia", com a música Hotel California que "some dance to remember, some dance to forget", com Lya Luft que "o melhor a fazer com as perdas é perdê-las", com Kahlil Gibran sobre relacionamentos foi "... e ficai juntos, embora não demasiadamente próximos: pois os pilares de um mesmo templo mantêm-se separados..", com o Bob Marley que " a sua consciência é o que você é e sua reputação é o que os outros pensam de você... E e o que os outros pensam de você é problema deles...", com Clarisse Lipector que "o contraditório faz todo sentido e com o espelho que não há nada melhor num dia cinza que um sorriso verdadeiro."

23h43min

Talvez a grande verdade e certeza que insista em se mostrar no meio desse cinza dos últimos dias seja mesmo essa dúvida que não se vai, nem se revela, nem nada. Talvez o que eu ainda não tenha entendido é que compreender o que se passa nunca foi realmente o meu forte e decidir, igualmente, não tem sido minha prática mais constante. E, no fim das contas, eu nem sei direito dizer quem eu sou ou o que está por vir, por isso tanta mudança, tantas coisas fora do lugar e, ao mesmo tempo, tudo do mesmo jeito. E a verdade, a certeza, o cinza, a decisão, o que eu sou ou qualquer coisa que não está assim colorida e clara aqui dentro, nem tem tanta pressa assim de ser desenhada. Deixa pra depois. Por enquanto, eu vou vivendo, vou indo, vou ficando. E mudando. Talvez. Ou não. Já é hora de tocar a vida...

11 fevereiro, 2010

Certas horas..

Há certas horas em que não precisamos de um amor, não precisamos da paixão desmedida, que não queremos só beijo na boca. Há certas horas que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer. Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir, alguém que dá risada de nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo, que nos teça elogios, e que, apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável, que nos mande calar a boca ou que evite um gesto impensado.
Alguém que nos possa dizer: "Acho que você está errado, mas estou do seu lado."
Ou alguém que apenas diga: "Sou seu amor, e estou aqui."

(William Shakespeare)

08 fevereiro, 2010

Fome.

Todo mundo tem fome de alguma coisa. Fome de comida, de vingança, de alegria, de vida. Eu tenho fome de amor, e acho que além de mim, existem dúzias por aí que estão na mesma situação. As vezes eu me pergunto 'onde foi parar o amor que eu deixei na geladeira?'. Guardei achando que ia conservar e durar por mais tempo, e acabei descobrindo que amor não precisa de conservantes, ele dura o tempo que tiver que durar. A gente sempre insiste em prolongar as coisas, e na maioria das vezes, elas nem fazem sentido. Porque todo mundo prolonga uma briga, mas não prolonga um beijo? Como diria Chico Buarque em uma de suas canções: "Pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz.." Acho que finalmente entendi que felicidade não depende de sentar e esperar que ela bata na porta. Felicidade depende basicamente de correr atrás; fazer escolhas certas, se arriscar e principalmente, não ter medo de ser tocado no coração, acreditar no amor é a única saída pra ser feliz. Cansei de presenciar tanta superficialidade, não vejo nada de marcante nos 'amores' de hoje em dia, poucos trazem as características de um verdadeiro sentimento. Quero o verdadeiro, o profundo, o puro, o desconhecido. O amor em sua mais pura essência. E assim, quero saciar a fome de muitos que dormem todos os dias sem ter o alimento que tanto desejam, aquele capaz de bastar todas as agonias em apenas uma dose.
Nós somos o amor, e antes de mais nada, devemos acreditar na força daquilo que somos.